Como o educador ensina a olhar?
O educador deve ensinar o aluno a refletir sobre o que se vê, considerando fatores históricos, contextuais e formais; indo além da primeira impressão, buscando vários pontos de vista para reconstruir significados.
Segundo o texto, o que é ver?
Ver significa, segundo o texto, um olhar superficial, corriqueiro, passivo. Que não questiona.
Qual a relação da arte com o olhar sensível?
Uma relação de troca entre a obra e o espectador. O olhar sensível é o olhar pensante, afeitvo, que reflete, interpreta e avalia, indo além do olhar comum. Procurando significados, diferenças, fazendo relações com o que conhece, buscando novos ângulos na obra, usando a imaginação.
A expressão "olhar o olhar do outro" refere-se a que, no texto?
Olhar o olhar do outro, é fazer a conexão entre o olhar do artista e o olhar do observador.
Como deve ser o encontro da pessoa com uma forma?
De contemplação não passiva, mas ativa. Decifrando os seus sgnificados, fazendo a mediação entre o pensamento do artista e do observador, reconstruindo significados.
É possível "ler" uma obra? Como?
Sim, é possivel ler uma obra. Observar a obra com o olhar sensível é ler a obra.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
As tendências pedagógicas e o ensino-aprendizagem da arte
As tendências pedagógicas e o ensino-aprendizagem da arte
Marilene de Lima Körting Schramm
Marilene inicia a reflexão partindo do pressuposto que o professor necessita conhecer as tendências que influenciaram o ensino e a aprendizagem da arte ao longo da história, para entender situação da arte-educação no contexto atual e refletir sobre a atuação pedagógica com o objetivo de otimizá-la. Conforme Marilene relata, a intenção não é discutir profundamente as tendências pedagógicas, mas sim retomá-las como base para a compreensão e reflexão sobre a situação em que se encontram o ensino e aprendizagem da arte na atualidade.
São três as tendências que interpretam a questão na sociedade:
-educação como redenção (pedagogias liberais)
-educação como reprodução e educação como transformação da sociedade (pedagogias progressistas)
As derivantes principais na educação brasileira são a conservadora e a progressista
Pedagogia liberal
-tradicional
-renovadora progressista
-renovadora não-direta
-tecnicista
Pedagogia progressista
-libertadora
-libertária
-crítico-social dos conteúdos Pedagogia liberal
Na concepção liberal, arte se dividiu em dois pólos:
Artes Mecânicas (direcionada a alunos do povo em geral)
Belas-Artes (direcionada as elites)
Essas duas classes de alunos deveriam conviver no mesmo ambiente, numa tentativa de aproximar cultura de massas e cultura de elite. Mas o que de fato aconteceu foi o contrario do que se pretendia na época.
A pedagogia liberal tradicional
-preocupa-se com a universalização do conhecimento
-treino intensivo
-repetição
-memorização
-professor como elemento principal
-alunos muitas vezes são encarados como adultos em miniaturas.
- conteúdos apresentados
-o ensino da arte baseado em cópias de modelos
Pedagogia Liberal renovada (escolanovismo)
Essa tendência manifesta-se por meio de duas versões:
-Renovada progressista ou programática, que tem Anísio Teixeira como principal expoente e afirma que é dever da escola adequar as necessidades do indivíduo ao meio social em que está inserido
-Renovada não-diteriva, com Carl Roger como elemento destaque, o qual enfatizava também a igualdade e o sentimento de cultura como desenvolvimento de aptidões individuais. Relega a escola o papel de formar atitudes e, para isso, deve estar mais preocupada com os aspectos psicológicos do que com aspectos sócias ou pedagógicos.
Pedagogia liberal tecnista
Surgiu nos Estados Unidos na segunda metade do século XX e foi introduzida no Brasil entre 1960 e 1970.
-o homem é considerado produto do meio, é uma conseqüência das forças existentes me seu ambiente
-a pratica escolar tem como função especial adequar o sistema educacional com a proposta econômica e política do regime militar, preparando mão-de-obra para ser aproveitada pelo mercado de trabalho.
-no ensino-aprendizagem de arte há ausência de fundamentos teóricos, grande ênfase em uso de sucatas
-no início dos anos 70, a disciplina de educação Artística torna-se obrigatória, a partir da Lei de Diretrizes e Bases 5692/71, que centra o ensino da arte em técnicas e habilidades, essa fragmentação no ensino da arte se dá em virtude ao caráter tecnicista da lei.
-essa tendência tecnicista firma-se nos anos 70, consolidada no principio da otimização: racionalidade, eficiência e produtividade.
Pedagogia progressista
É resultado da inquietação de muitos Educadores da década de 60, suas discussões e questionamentos focam-se no que diz respeito à real contribuição da escola para sociedade, a pedagogia progressista apresenta-se por meio das tendências libertadora, libertária e a crítico-social dos conteúdos.
Tendência progressista libertadora
- Está ligada diretamente com o método de alfabetização de Paulo Freire
-o homem é considerado um ser situado num mundo material, concreto, econômico, social e ideologicamente determinado.
-a busca do conhecimento é imprescindível, é uma atividade inseparável da prática social e não deve se basear no acúmulo de informações, mas sim numa reelaboração mental que deve surgir em forma de ação, sobre o mundo social.
-a escola como instrumento de luta das camadas populares
-a educação se relaciona dialeticamente com a sociedade
- sua principal função é elevar o nível de consciência do educando a respeito da realidade que o cerca, a fim de torná-lo capaz para atuar no sentido de buscar sua emancipação econômica, política, social e cultural.
Tendência progressista libertária
-valoriza a experiência de autogestão, autonomia e não-diretividade
-a idéia de conhecimento é a descoberta de respostas relacionadas a vida social
- acredita na liberdade por total
-o professor assume a função de conselheiro e, muitas vezes, de instrutor-monitor
Pedagogia progressista “crítico-social dos conteúdos”
Surgiu no início da década de 80 e difere-se das outras progressistas anteriores pela Ênfase que dá aos conteúdos, confrontando-os com a realidade social
-sua tarefa centra-se na difusão dos conteúdos concretos
-cabe ao professor escolher conteúdos mais significativos para o aluno, os quais passam a contribuir na sua formação profissional. Tudo isso visando a inserção do aluno no contexto social.
-não bastam que os conteúdos sejam bem ensinados, é preciso que tenham significação humana e social.
Marilene de Lima Körting Schramm
Marilene inicia a reflexão partindo do pressuposto que o professor necessita conhecer as tendências que influenciaram o ensino e a aprendizagem da arte ao longo da história, para entender situação da arte-educação no contexto atual e refletir sobre a atuação pedagógica com o objetivo de otimizá-la. Conforme Marilene relata, a intenção não é discutir profundamente as tendências pedagógicas, mas sim retomá-las como base para a compreensão e reflexão sobre a situação em que se encontram o ensino e aprendizagem da arte na atualidade.
São três as tendências que interpretam a questão na sociedade:
-educação como redenção (pedagogias liberais)
-educação como reprodução e educação como transformação da sociedade (pedagogias progressistas)
As derivantes principais na educação brasileira são a conservadora e a progressista
Pedagogia liberal
-tradicional
-renovadora progressista
-renovadora não-direta
-tecnicista
Pedagogia progressista
-libertadora
-libertária
-crítico-social dos conteúdos Pedagogia liberal
Na concepção liberal, arte se dividiu em dois pólos:
Artes Mecânicas (direcionada a alunos do povo em geral)
Belas-Artes (direcionada as elites)
Essas duas classes de alunos deveriam conviver no mesmo ambiente, numa tentativa de aproximar cultura de massas e cultura de elite. Mas o que de fato aconteceu foi o contrario do que se pretendia na época.
A pedagogia liberal tradicional
-preocupa-se com a universalização do conhecimento
-treino intensivo
-repetição
-memorização
-professor como elemento principal
-alunos muitas vezes são encarados como adultos em miniaturas.
- conteúdos apresentados
-o ensino da arte baseado em cópias de modelos
Pedagogia Liberal renovada (escolanovismo)
Essa tendência manifesta-se por meio de duas versões:
-Renovada progressista ou programática, que tem Anísio Teixeira como principal expoente e afirma que é dever da escola adequar as necessidades do indivíduo ao meio social em que está inserido
-Renovada não-diteriva, com Carl Roger como elemento destaque, o qual enfatizava também a igualdade e o sentimento de cultura como desenvolvimento de aptidões individuais. Relega a escola o papel de formar atitudes e, para isso, deve estar mais preocupada com os aspectos psicológicos do que com aspectos sócias ou pedagógicos.
Pedagogia liberal tecnista
Surgiu nos Estados Unidos na segunda metade do século XX e foi introduzida no Brasil entre 1960 e 1970.
-o homem é considerado produto do meio, é uma conseqüência das forças existentes me seu ambiente
-a pratica escolar tem como função especial adequar o sistema educacional com a proposta econômica e política do regime militar, preparando mão-de-obra para ser aproveitada pelo mercado de trabalho.
-no ensino-aprendizagem de arte há ausência de fundamentos teóricos, grande ênfase em uso de sucatas
-no início dos anos 70, a disciplina de educação Artística torna-se obrigatória, a partir da Lei de Diretrizes e Bases 5692/71, que centra o ensino da arte em técnicas e habilidades, essa fragmentação no ensino da arte se dá em virtude ao caráter tecnicista da lei.
-essa tendência tecnicista firma-se nos anos 70, consolidada no principio da otimização: racionalidade, eficiência e produtividade.
Pedagogia progressista
É resultado da inquietação de muitos Educadores da década de 60, suas discussões e questionamentos focam-se no que diz respeito à real contribuição da escola para sociedade, a pedagogia progressista apresenta-se por meio das tendências libertadora, libertária e a crítico-social dos conteúdos.
Tendência progressista libertadora
- Está ligada diretamente com o método de alfabetização de Paulo Freire
-o homem é considerado um ser situado num mundo material, concreto, econômico, social e ideologicamente determinado.
-a busca do conhecimento é imprescindível, é uma atividade inseparável da prática social e não deve se basear no acúmulo de informações, mas sim numa reelaboração mental que deve surgir em forma de ação, sobre o mundo social.
-a escola como instrumento de luta das camadas populares
-a educação se relaciona dialeticamente com a sociedade
- sua principal função é elevar o nível de consciência do educando a respeito da realidade que o cerca, a fim de torná-lo capaz para atuar no sentido de buscar sua emancipação econômica, política, social e cultural.
Tendência progressista libertária
-valoriza a experiência de autogestão, autonomia e não-diretividade
-a idéia de conhecimento é a descoberta de respostas relacionadas a vida social
- acredita na liberdade por total
-o professor assume a função de conselheiro e, muitas vezes, de instrutor-monitor
Pedagogia progressista “crítico-social dos conteúdos”
Surgiu no início da década de 80 e difere-se das outras progressistas anteriores pela Ênfase que dá aos conteúdos, confrontando-os com a realidade social
-sua tarefa centra-se na difusão dos conteúdos concretos
-cabe ao professor escolher conteúdos mais significativos para o aluno, os quais passam a contribuir na sua formação profissional. Tudo isso visando a inserção do aluno no contexto social.
-não bastam que os conteúdos sejam bem ensinados, é preciso que tenham significação humana e social.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Antônio Berni
Utilizando uma técnica própria de collage na qual incorpora materiais de dejetos e objetos encontrados, Berni cria, assim, um universo onde dois mundos aparentemente antagônicos, se confrontam o da arte culta e da cultura popular, utiliza os resíduos de forma emblemática para aludir a uma realidade descarnada, extrema e irritante, que enturva a atmosfera dos seus quadros. Essa tangibilidade dos detritos é uma franca crítica ao sistema que os produz.
texto completo: http://orgasmatrons.wordpress.com/2008/02/26/antonio-berni/
texto completo: http://orgasmatrons.wordpress.com/2008/02/26/antonio-berni/
Vik Muniz
Divide residência entre Rio de Janeiro, São Paulo e Nova York. Publicitário de formação, atua como fotógrafo, desenhista, pintor e gravador. Realiza, desde 1988, séries de trabalhos nas quais investiga, principalmente, temas relativos à memória, fazendo uso de técnicas diversas. Emprega nas obras, com freqüência, materiais inusitados, como açúcar, chocolate líquido, poeira e cabelo. Em The Best of Life reproduz, de memória, uma parte das famosas fotografias veiculadas pela revista americana Life, simulando um caráter de realidade às originárias. Com essa operação inaugura sua abordagem das questões envolvidas na circulação e retenção de imagens. Seu processo de trabalho consiste em compor as imagens com os materiais, normalmente instáveis e perecíveis, sobre uma superfície e fotografá-las. Nessas séries, as fotografias, em edições limitadas, são o produto final do trabalho. Sua obra também se estende para outras experiências artísticas como a earthwork e as questões envolvidas no registro dessas criações.
fonte: http://www.museuimperial.gov.br/trem_ferro/nome_vik.htm
fonte: http://www.museuimperial.gov.br/trem_ferro/nome_vik.htm
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Lia Menna Barreto


gum gum, 2008


Instalação exibida no Museu do Trabalho em Porto Alegre 2006.

Instalação exibida na coletiva STOPOVER no Fri-Art Centre D´art Contemporain Kunsthalle Fribourg . Suiça. 2006
Coletiva "Espace Urbain x Nature Intrinsèque", com a curadoria de Evangelina Seiler, no Espace Topographie de L´art em Paris, França,2005.
objetos nascem objetos dos objetos nascem objetos dos ob
A ação de transformar artefatos da indústria do plástico em objetos artísticos, presente no trabalho de Lia Menna Barreto, reativa a discussão sobre uma série de elementos próprios do território da arte. Em primeiro lugar, está a opção por usar coisas já existentes, ao invés de fabricá-las – uma prática inaugurada por Marcel Duchamp quando criou o primeiro ready made. Tempos depois, o mesmo artista conceberia o ready made retificado, que nada mais era senão o ato de interferir no objeto pronto. No caso em questão, também a artista não se contenta em reapresentar o objeto industrial da maneira como veio ao mundo. Tampouco cria em redor dele uma aura de objeto intocável. Ela os “prepara” para a apreciação estética, de uma maneira totalmente dessacralizada. Claro que há um processo de fabricação de objetos, mas não tanto pela conformação da matéria, como pela sua deformação. Em outras palavras, o que ela fabrica é uma nova relação entre os objetos, por sua vez já transfigurados. Faz com que as coisas do universo industrial, com suas características mais evidentes desfeitas, desenhem coisas para o universo artístico. E isso a coloca no território da criação de linguagens, de fundamental importância para a arte contemporânea. (...)
Neiva BohnsPorto Alegre,14 de agosto de 2003
texto completo
http://lia-mennabarreto.blogspot.com/2008/02/neiva-bohns.html
Nuno Ramos

Sem titulo, 1991
Espelhos, tecidos, folhas, plásticos, tinta, metais, resina sobre madeira.
220 x 340 cm

Pagão 3, 2003
Pedra sabão, instrumentos musicais, trilha do choro "Pagão", de Pixinguinha, vaselina
140 x 220 x 120 cm

Sem titulo, 2005
Técnica mista
400 x 710 x 290 cm

Sem titulo, 2005
Técnica mista
280x780x250 cm
Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos (São Paulo SP 1960). Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Cursa filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1983, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962). Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.
extraído do site http://www.itaucultural.org.br/
"Pus todos juntos: água, alga, lama, numa poça vertical como uma escultura, costurada por seu próprio peso. Pedaços do mundo (palavras principalmente, palavras) refletiam-se ali e a cor dourada desses reflexos dava uma impressão intocada de realidade. O som horrível de uma serra saía de dentro da poça e completava o ritual, como uma promessa (pela qual eu esperava, atento) que fosse conhecimento e revelação. Foi então, como se suasse, que algumas gotas apareceram em sua superfície e escorreram, primeiro lentas e depois aos goles, numa asfixia movediça que trouxe o interior à superfície e desfez em pedaços a suspensão e a paralisia. E feita sujeira, aos meus pés, era uma lamento do que eu tinha visto e perdido".
Nuno Ramos
RAMOS, Nuno. Cujo. Rio de Janeiro, Editora 34, 1993, p. 9.
Gestar, justapor, aludir, duplicar são quatro modos que Nuno Ramos encontrou para salientar e problematizar a invenção na arte. É através deles que construiu, para além das variações estilísticas ou de aparência visual mais imediata, um invariante poético. O artista nunca se afastou de uma poética que, para onde quer que desvie, sempre buscou dar continuidade ao descontínuo e, nesse movimento, expor a tensão entre ambos. È assim que ao investigar o fazer pelo gesto procura continuá-lo como tal na pintura apesar da descontinuidade intransponível entre um gesto e a marca que ele deixa. (...)
TASSINARI, Alberto. Gestar, justapor, aludir, duplicar
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
“É como se as coisas dissessem que estão cansadas de sua utilização convencional, aspirando à uma desconformidade com a representação, à uma divergência com os símbolos. Divergência com os valores do mundo, enquanto risco, experimento ou manifestação de um ser pensante e vivo, que se recusa encontrar uma só resposta ou significado para uma questão."
Régis Bonvicino sobre a obra de Nuno Ramos
Régis Bonvicino sobre a obra de Nuno Ramos
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